Olá pessoal aqui vai uma história criada por mim espero que gostem!!!!!!!!!
PEQUENAS PROMESSAS:
Introdução
Ao lado de seu caixão, derramava um pranto pior que o choro da perda, um choro de abandono...
Em seu coração havia um espaço em branco, sem a menor chance de ser preenchido novamente. Agora a angustia tomava conta de sua alma, jamais haveria uma resposta, nem um fim, apenas um agonizante ponto final.
Capitulo 1: A
Biblioteca.
De volta à casa rústica, o cheiro de terra molhada inundava o lugar, pela janela a fazenda, outrora tão bela, perdia-se nas águas. Seu estomago embrulhava, não havia o porquê comer ou beber, agora sua única função no universo era prantear, a quem se fora, deixando gravado em seu peito as lembranças de uma época mais feliz.
Olhava atentamente para o quadro dela, deixando o lado interno da janela alagado. Todos os livros empilhados aos cantos das mesas, poltronas e aqueles que perdiam-se nas estantes, de mais ou menos sete metros, o deixavam confuso. Talvez fosse este o motivo de ser seu lugar predileto em vida, ela sempre fora um tanto confusa, na verdade a garota mais confusa que tivera conhecido e o que fazia tão fascinante.
Sentado na poltrona de couro italiano, fechou o olhos, ele guiava-se até o caixão novamente, e a angustia de ver seu rosto esbranquiçado, lhe tocava a alma e o espírito.
Suas mãos criavam vida própria e tentavam abraçar sua
cintura fina, o lembravam de como foi acariciá-la por inteira, de suas curvas
perfeitas e seus fartos seios.
Com todas as forças deseja que a distância entre eles nada mais fosse que aqueles dois países.
O barulho da porta o fez abrir os olhos, sem ao menos virar-se sabia quem exatamente estava ali. Dentro de seu coração a gratidão e o ódio iniciavam uma batalha.
-Você está pensando nela. Não é?
-Ela morreu haveria como não pensar?
-...Você se culpa?
-O que você quer?
-Que você venha a ter a mínima noção do que se passou com ela...
Suas palavras foram cortadas pelos fortes paços de Carollina.
-Se ela quisesse, ela teria contado não acha? Você não tem o direito!
-Ela estava errada.
- Mesmo que estivesse, coe poderia culpa-la?
-...Não.
Ela o fez o recuar para fora da biblioteca, à discussão estava encerrada. Olhou fixamente para aquele que estava sentado na confortável cadeira, o ódio fez com que seus olhos brilhassem.
-Quando vai embora?
-Amanhã cedo.
-Ótimo.
Bateu a porta com força e perdeu-se no corredor pouco iluminado.
Do outro lado da porta ele folhava os livros, que estavam ao pé da escada principal, aos seus olhos pareciam os últimos a serem retirados das prateleiras.
Dentre uma das obras caiu um pedaço, mal rasgado, de folha.
“De todo o meu amor serei atento
Antes e com tal zelo, e sempre...”
O Soneto de Fidelidade, incompleto, tremido...
Suas pernas vacilaram, seus olhos escureceram-se e sobre os livros caiu.
Com todas as forças deseja que a distância entre eles nada mais fosse que aqueles dois países.
O barulho da porta o fez abrir os olhos, sem ao menos virar-se sabia quem exatamente estava ali. Dentro de seu coração a gratidão e o ódio iniciavam uma batalha.
-Você está pensando nela. Não é?
-Ela morreu haveria como não pensar?
-...Você se culpa?
-O que você quer?
-Que você venha a ter a mínima noção do que se passou com ela...
Suas palavras foram cortadas pelos fortes paços de Carollina.
-Se ela quisesse, ela teria contado não acha? Você não tem o direito!
-Ela estava errada.
- Mesmo que estivesse, coe poderia culpa-la?
-...Não.
Ela o fez o recuar para fora da biblioteca, à discussão estava encerrada. Olhou fixamente para aquele que estava sentado na confortável cadeira, o ódio fez com que seus olhos brilhassem.
-Quando vai embora?
-Amanhã cedo.
-Ótimo.
Bateu a porta com força e perdeu-se no corredor pouco iluminado.
Do outro lado da porta ele folhava os livros, que estavam ao pé da escada principal, aos seus olhos pareciam os últimos a serem retirados das prateleiras.
Dentre uma das obras caiu um pedaço, mal rasgado, de folha.
“De todo o meu amor serei atento
Antes e com tal zelo, e sempre...”
O Soneto de Fidelidade, incompleto, tremido...
Suas pernas vacilaram, seus olhos escureceram-se e sobre os livros caiu.
Capitulo 2:
Carollina
Fechada à porta, a jaqueta de couro fora parar em cima da cama e os coturnos ao lado da penteadeira.
Examinando seu reflexo, por um misero segundo, tornou-se o dela.
Seus cabelos ruivos e
lisos tomaram cor preta, as pontas cachearam-se, as mexas azuis sumiram seus
olhos agora eram castanhos esverdeados.
Atormentada por lembranças vivas ou espíritos mortos? Já não havia tempo para respostas e muito menos para razões. Aporta havida sido aberta.
-É você?
-Sou, acho que esta cadeira de rodas sempre me denuncia.
-Sente falta de andar?
-Sinceramente? Sinto mais falta daqueles que se foram.
-...Por que você tocou neste assunto logo agora? Você nunca fala sobre ele...
-Eu sei o que a falta dela causa a você.
-Eu não quero conversar.
-Entendo, mas devo te dar aconselhar a não guardar magoas dela e nem ao menos dele.
-Ela escolheu assim e não a nada que posso fazer, a não ser vingar sua morte...
-Basta! Você não fará isso!
- E porque não? Ele merece!
-Ele não decidiu assim, por mais que suas ações fossem erronias, não foi ele quem decidiu!
-Eu não quero ouvir!
-Mas você tem! Entenda de uma vez por todas ela agora é parte dele, atentar contra sua vida, faria de você a assassina dela!
Ele deu de costas e dirigiu-se até a porta, sabia o quanto estava a ser duro com aquela criança, mas ela havida de entender.
-Caleb?
A voz soou baixa e quase muda.
-Sim?
-...Desculpe.
Finalmente estava amadurecendo.
Atormentada por lembranças vivas ou espíritos mortos? Já não havia tempo para respostas e muito menos para razões. Aporta havida sido aberta.
-É você?
-Sou, acho que esta cadeira de rodas sempre me denuncia.
-Sente falta de andar?
-Sinceramente? Sinto mais falta daqueles que se foram.
-...Por que você tocou neste assunto logo agora? Você nunca fala sobre ele...
-Eu sei o que a falta dela causa a você.
-Eu não quero conversar.
-Entendo, mas devo te dar aconselhar a não guardar magoas dela e nem ao menos dele.
-Ela escolheu assim e não a nada que posso fazer, a não ser vingar sua morte...
-Basta! Você não fará isso!
- E porque não? Ele merece!
-Ele não decidiu assim, por mais que suas ações fossem erronias, não foi ele quem decidiu!
-Eu não quero ouvir!
-Mas você tem! Entenda de uma vez por todas ela agora é parte dele, atentar contra sua vida, faria de você a assassina dela!
Ele deu de costas e dirigiu-se até a porta, sabia o quanto estava a ser duro com aquela criança, mas ela havida de entender.
-Caleb?
A voz soou baixa e quase muda.
-Sim?
-...Desculpe.
Finalmente estava amadurecendo.
Capitulo 3: Daniel
Era tarde quando acordou, a sala estava as escuras, em seu lado duas garrafas de vinho estavam, a Espanha nunca parecera tão infernal.
O rádio tocava o velho Rock and Roll, a nitidez de seus pensamentos era anulada pela forte dor de cabeça.
Em cima do guarda-roupa, encontrou a caixa, que nunca abrira, era triste pensar que apenas após sua morte ele teria coragem. Tinha como conteúdo as sete cartas que ele a enviara, a aliança e um envelope coberto de manchas.
“Desculpe... Eu não queria manchar de sangue, porém não havia forma com que segurasse e assim não o fizesse...
Não ache que eu não levo magoas de você, seria impossível após tudo o que ouve, mas eu tentarei não lembrar, tentarei por você e pelo que um dia fomos.
Você está saindo da minha vida, para viver a sua própria, sei que nunca mais ira voltar, te desejo sorte!
Eu não irei fazer com que você tenha de assumir os erros, que juntos fizemos, isso o aprisionaria para sempre a mim...E não é o que quero
Eu te amo!
-Eloiza Eduarda Albuquerque. “
É claro ele já suspeitava, era obvio o que ela queria dizer com aquilo, apenas não queria acreditar. Não havia como dizer "se eu soube-se, não a teria deixado", ela tentara dizer.
Capitulo 4: Angélica
Ouvia novamente os recados deixados na secretaria eletrônica, à culpa penetrava em seu peito.
“Sei o quão brava você estava com ela, sei que não gostaria de receber noticias... Ao menos você deveria tentar entender... Por favor? Por favor, ela está em seus últimos suspiros..."
“Angélica, por favor, entenda...”
“VOCÊ DEVERIA SENTIR VERGONHA! ELA É SUA IRMÃ! ELA É SUA IRMÃ!!!”
"Ela...Ela se foi...Ao menos você deveria vir ao enterro..."
Talvez Débora tivesse razão, talvez deveria ter se despedido, ou ao menos ter ido ao enterro...
Retirou o carro da garagem, e por quinze incessante horas,dirigiu, até sua terra natal.
Em frente à porteira seu coração pulou a boca, a falta da
irmã era evidente. Toda a alegria azul dos céus se fora, a terra
transformara-se em lama.
Em pleno auge de batalha estavam sua razão e seus sentimentos, mesmo que já não fossem existentes meios para distinção de ambos.
Sem certeza alguma entrou na residência, sabia que o lugar estaria vazio, seria o momento ideal para refletir, ou talvez para sentir falta dela, quem sabe.
Em cima do balcão de entrada um bilhete lhe aguardava.
“Parece-me que seus sentimentos, com certeza com dificuldade, conseguem sobreviver a pedra que colocou em lugar de seu coração há alguns anos... Ela deixou algo para você está em cima da mesa... A casa é sua fique a vontade.
Em pleno auge de batalha estavam sua razão e seus sentimentos, mesmo que já não fossem existentes meios para distinção de ambos.
Sem certeza alguma entrou na residência, sabia que o lugar estaria vazio, seria o momento ideal para refletir, ou talvez para sentir falta dela, quem sabe.
Em cima do balcão de entrada um bilhete lhe aguardava.
“Parece-me que seus sentimentos, com certeza com dificuldade, conseguem sobreviver a pedra que colocou em lugar de seu coração há alguns anos... Ela deixou algo para você está em cima da mesa... A casa é sua fique a vontade.
-Débora. "
Deixou a ironia de lado, e dirigiu-se ao local indicado, achou uma velha caixa de sapatos, condecorada com pó, ao retira-la do lugar viu o envelope, pouco amarelado.
"Ange, eu sei que está zangada comigo, mas por favor me escute, eu te amo!, E sinto sua falta mais que das coisas que um dia jurei serem mais importantes que você.
Sei que não entende o porquê estou a fazer isto, para ser sincera nem eu. A única certeza que tenho é a dos meus princípios, os mesmos que perdi ao passar dos anos.
Lembra-se do quanto nossos pais se esforçavam para nos fazer entender sua importância, o quanto nos cobravam? Lembra-se da forma que os desonrei?Agora e tão somente apenas um me resta. Eu vou cumprir com a minha palavra, custe o que custar...
Eu não queria partir brigada com você. Eu te amo!
Por favor, cuide da nossa garota, ela ainda é muito nova e vai precisar de você, por favor... Ange eu não estou pedindo que me perdoe, não estou e nem vou pedir por mim mesma, apenas peço que cuide da Carollina, me prometa!
-Eloiza Eduarda Albuquerque."
Deixou a ironia de lado, e dirigiu-se ao local indicado, achou uma velha caixa de sapatos, condecorada com pó, ao retira-la do lugar viu o envelope, pouco amarelado.
"Ange, eu sei que está zangada comigo, mas por favor me escute, eu te amo!, E sinto sua falta mais que das coisas que um dia jurei serem mais importantes que você.
Sei que não entende o porquê estou a fazer isto, para ser sincera nem eu. A única certeza que tenho é a dos meus princípios, os mesmos que perdi ao passar dos anos.
Lembra-se do quanto nossos pais se esforçavam para nos fazer entender sua importância, o quanto nos cobravam? Lembra-se da forma que os desonrei?Agora e tão somente apenas um me resta. Eu vou cumprir com a minha palavra, custe o que custar...
Eu não queria partir brigada com você. Eu te amo!
Por favor, cuide da nossa garota, ela ainda é muito nova e vai precisar de você, por favor... Ange eu não estou pedindo que me perdoe, não estou e nem vou pedir por mim mesma, apenas peço que cuide da Carollina, me prometa!
-Eloiza Eduarda Albuquerque."
É claro que as palavras
a tocaram, mas, talvez, não fosse o suficiente para apagar uma magoa tão
grande.
Capitulo 5:
Curitiba
“Era de fato
belas férias, todos os dias o sol raiava fortemente, e no imenso jardim da
casa, era possível deitar-se sobre a sombra das arvores e admirar novos mundos
escondidos dentro dos livros. Duas, três, até quatro horas, esse era o tempo
destinado seu hobby. Ria ao lembrar que só descobrirá tal paixão pela quebra do
televisor, e o quanto ficará irritada quando a mãe lhe entregará o primeiro
livro. “Doze anos para descobrir meu maior amor.“ pensou com sigo.
O vento veio soprando seus cabelos e por fim embaralhou sua mente, desviando seu olhar para o outro lado da rua onde um garoto, de mais ou menos um metro e setenta de altura, cabelos loiros e olhos negros como o seu noturno, aparentemente mais velho, atravessa em meio às brancas faixas, vindo em sua direção. Seus olhos permaneciam abertos sem conseguirem piscar, a beleza dele a intrigava de forma que não conseguiu disfarçar, quando ele abriu um sorriso e acenou com a mão desconcertadamente, ela vermelha ficou, correu para dentro e fechou a porta rindo nervosamente. Pelo resto do período de descanso, não saiu para ler.
Perdeu-se no calendário e trocou a segunda-feira pelo domingo, e terça-feira pela segunda, quando deu em si era plena quarta-feira da primeira semana de aulas, e ela já havia faltado nos dois primeiros e cruciais dias.
Seria difícil, era o primeiro ano do ensino médio, um tanto assustador, principalmente por tratar-se de uma nova escola em uma nova capital. Ao menos era menos tumultuada que a Grande São Paulo.
Acordou uma hora antes do horário em que deveria sair de sua residência, tomou banho, escovou os dentes, vestiu o uniforme, aplicou um creme para melhor definir os cachos, passou um lápis preto e um gloss, apenas.
Com a irmã dirigiu-se para a escola, não foi difícil encontrar sua sala, porém as caras fechadas quando entrou lhe assustaram definitivamente a população paranaense era muito mais reservada que os simpáticos paulistas.
Nos primeiros dias passou os intervalos em sua sala, esperando não encontrar o garoto, novamente, seria terrivelmente constrangedor.
O vento veio soprando seus cabelos e por fim embaralhou sua mente, desviando seu olhar para o outro lado da rua onde um garoto, de mais ou menos um metro e setenta de altura, cabelos loiros e olhos negros como o seu noturno, aparentemente mais velho, atravessa em meio às brancas faixas, vindo em sua direção. Seus olhos permaneciam abertos sem conseguirem piscar, a beleza dele a intrigava de forma que não conseguiu disfarçar, quando ele abriu um sorriso e acenou com a mão desconcertadamente, ela vermelha ficou, correu para dentro e fechou a porta rindo nervosamente. Pelo resto do período de descanso, não saiu para ler.
Perdeu-se no calendário e trocou a segunda-feira pelo domingo, e terça-feira pela segunda, quando deu em si era plena quarta-feira da primeira semana de aulas, e ela já havia faltado nos dois primeiros e cruciais dias.
Seria difícil, era o primeiro ano do ensino médio, um tanto assustador, principalmente por tratar-se de uma nova escola em uma nova capital. Ao menos era menos tumultuada que a Grande São Paulo.
Acordou uma hora antes do horário em que deveria sair de sua residência, tomou banho, escovou os dentes, vestiu o uniforme, aplicou um creme para melhor definir os cachos, passou um lápis preto e um gloss, apenas.
Com a irmã dirigiu-se para a escola, não foi difícil encontrar sua sala, porém as caras fechadas quando entrou lhe assustaram definitivamente a população paranaense era muito mais reservada que os simpáticos paulistas.
Nos primeiros dias passou os intervalos em sua sala, esperando não encontrar o garoto, novamente, seria terrivelmente constrangedor.
Na metade da segunda semana
resolveu dar as caras no pátio da instituição, involuntariamente procurando um
rosto conhecido, depois de ter certeza que ele não estudava ali se deu conta
que passará todas as férias alimentando as esperanças de encontra-lo sem ao
menos saber por que, talvez por ser simpático tivesse uma porcentagem grande de
fazer amizade, ter amigos era sempre o mais importante para ela...
CAPITULO 6:Colombo
Na metade do ano mudou-se para o interior, uma mudança já prevista por conta do trabalho dos pais, ambos biólogos , viajados pelo mundo a fora, nunca tiveram casa fixa, como Eloiza costumava dizer aos outros, “sou natural de São Paulo, capital, porem sou de todo o lugar”, o único lugar em que as raízes eram evidentes fora a fazenda da família, herdada pelo bisavó e passada de geração em geração.
A nova cidade era bem menor, e ela se assustava com o silencio ensurdecedor que a noite tinha como propriedade, essa seria a ultima vez que se mudaria até formar se, enquanto os pais trabalhavam na Irlanda, ela e a irmã mais velha morariam com a tia Marisa e a prima Débora.
Mesmo Colombo sendo uma região metropolitana de Curitiba, ela tivera de mudar de escola.
O primeiro dia foi o mais difícil, ela foi indicada na
secretaria a ir a sala 14, porém esta estava sem a presença humana e coberta
com materiais de construção lacrados, perdida em meio aos corredores, encontrou
um moço parado a porta do maior pavilhão, com uma pequena cutucada chamou-lhe a
atenção, quando virou ela logo o reconheceu, sentiu o sangue subir até suas
bochechas, ele sorriu e disse algo como:
- Desculpe por ter te deixado sem graça, eu não deveria ter acenado.
-Não se desculpe, você não tem culpa por eu me envergonhar por nada. Você sabe onde fica a sala quatorze? Eu encontrei um lugar repleto de tintas e sacos de cimento.
-Huum, acho que eles ainda não trocaram as placas que indicam a numeração, possivelmente está agora no lugar da sala dezesseis, quer que a leve lá?
-Você não tem aula?
-Tenho, mas posso chegar atrasado...
- Não, obrigada pela gentileza.
-Não vai me custar nada, por favor?
-Huun, não sei...
-Ora vamos, eu conseguirei voltar antes do professor chegar, o caminho até sua sala é curto.
-Está bem então, se você não vai ter nem um problema.
Ele abriu um sorriso e após indicar o corredor seguiu ando com ela, a porta estava aberta, claramente não havia professor na sala, o que lhe daria tempo o suficiente para perguntar o nome da menina e talvez pedir para que passasse o endereço de Email.
-Qual seu nome?
-Eloiza. E o seu?
-Daniel, será que a senhorita poderia me passar seu endereço de Email?
-Poderia sim, mas estou sem papel e caneta em minhas mãos, no mento.
Após terminar a frase indicou com a cabeça o professor se aproximando. O rapaz olhou a entrar e dirigiu-se para sua sala, onde o professor já se encontrava, ele tinha certeza que teria outra oportunidade.
Eloiza permaneceu em sua sala durante o recreio enquanto Daniel a procurava pelos pátios, os dias foram se passando e dois sempre se desencontravam em meio aos corredores da escola, até desistirem de procurar um pelo outro.
Na sala de Daniel encontrava-se uma aluna, cujo cabelo era castanho avermelhado, dona de belos olhos azuis, seu nome era Angélica, com o tempo tornou-se amiga do cavalheiro. Passavam todos os recreios juntos, na mesma roda de amigos, ele espantou-se ao ver ela e Eloiza abraçadas em frente à escadaria. Neste momento percebeu que ambas levavam o mesmo medalhão no pescoço, um coração dourado, de ouro, traçado com flores de prata. Ao ver o “amigo” aproximar-se encabulado, Angélica o indagou.
-Já conhece minha irmã, Eloiza?
-Sim, nós nos conhecemos no dia em que você deu inicio as aulas em minha sala.
-Haa...
O sinal ecoou pelos corredores fazendo com que todos se dirigissem para suas salas, despedindo-se com um aceno, Eloiza foi para a denominada sala “14”.
Ao chegar a sua sala Daniel pediu a Angélica para adiciona-la no Orkut, ela o deu de bom grado, sem a menos notar que fora apenas um pretexto, conversar com Eloiza, sempre seria a real intenção.
- Desculpe por ter te deixado sem graça, eu não deveria ter acenado.
-Não se desculpe, você não tem culpa por eu me envergonhar por nada. Você sabe onde fica a sala quatorze? Eu encontrei um lugar repleto de tintas e sacos de cimento.
-Huum, acho que eles ainda não trocaram as placas que indicam a numeração, possivelmente está agora no lugar da sala dezesseis, quer que a leve lá?
-Você não tem aula?
-Tenho, mas posso chegar atrasado...
- Não, obrigada pela gentileza.
-Não vai me custar nada, por favor?
-Huun, não sei...
-Ora vamos, eu conseguirei voltar antes do professor chegar, o caminho até sua sala é curto.
-Está bem então, se você não vai ter nem um problema.
Ele abriu um sorriso e após indicar o corredor seguiu ando com ela, a porta estava aberta, claramente não havia professor na sala, o que lhe daria tempo o suficiente para perguntar o nome da menina e talvez pedir para que passasse o endereço de Email.
-Qual seu nome?
-Eloiza. E o seu?
-Daniel, será que a senhorita poderia me passar seu endereço de Email?
-Poderia sim, mas estou sem papel e caneta em minhas mãos, no mento.
Após terminar a frase indicou com a cabeça o professor se aproximando. O rapaz olhou a entrar e dirigiu-se para sua sala, onde o professor já se encontrava, ele tinha certeza que teria outra oportunidade.
Eloiza permaneceu em sua sala durante o recreio enquanto Daniel a procurava pelos pátios, os dias foram se passando e dois sempre se desencontravam em meio aos corredores da escola, até desistirem de procurar um pelo outro.
Na sala de Daniel encontrava-se uma aluna, cujo cabelo era castanho avermelhado, dona de belos olhos azuis, seu nome era Angélica, com o tempo tornou-se amiga do cavalheiro. Passavam todos os recreios juntos, na mesma roda de amigos, ele espantou-se ao ver ela e Eloiza abraçadas em frente à escadaria. Neste momento percebeu que ambas levavam o mesmo medalhão no pescoço, um coração dourado, de ouro, traçado com flores de prata. Ao ver o “amigo” aproximar-se encabulado, Angélica o indagou.
-Já conhece minha irmã, Eloiza?
-Sim, nós nos conhecemos no dia em que você deu inicio as aulas em minha sala.
-Haa...
O sinal ecoou pelos corredores fazendo com que todos se dirigissem para suas salas, despedindo-se com um aceno, Eloiza foi para a denominada sala “14”.
Ao chegar a sua sala Daniel pediu a Angélica para adiciona-la no Orkut, ela o deu de bom grado, sem a menos notar que fora apenas um pretexto, conversar com Eloiza, sempre seria a real intenção.
Conforme os dias passavam-se ele e a garota que
conhecerá pelo acaso, tornavam-se mais e mais amigos, livros como O Código da
Vince, Robin Hood, Rei Arthur... Tornaram-se compartilhamentos presentes entre
eles, os mais gostosos de ler segundo ambos eram os medievais, afinal seria
muito mais interessante, uma luta de espadas, onde a exigência de técnica e
resistência fazia-se mais presente, do que apenas ter posse de uma arma e
atirar para todos os lados. O gênero de musica era claro entre eles, ambos eram
apaixonados pelo Rock and Roll, apreciavam desde Beatles a ACDC. Bandas
brasileiras e latinas também entravam no “jogo”.
Em meados do terceiro bimestre, acharam-se devotamente apaixonados e correspondidos, durante o curto período em que ainda não namoravam, procuravam omitir a todos, pois certa vez Daniel mencionara a ela que Angélica parecia apaixonada por ele...”
-Carollina o que está fazendo?
Ouvindo a voz da irmã mais velha Fechou o diário de Eloiza e o escondeu entre as almofadas de sua cama.
Em meados do terceiro bimestre, acharam-se devotamente apaixonados e correspondidos, durante o curto período em que ainda não namoravam, procuravam omitir a todos, pois certa vez Daniel mencionara a ela que Angélica parecia apaixonada por ele...”
-Carollina o que está fazendo?
Ouvindo a voz da irmã mais velha Fechou o diário de Eloiza e o escondeu entre as almofadas de sua cama.
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